Uirapuru Ecologia: reciclar itens hospitalares é o próximo desafio da saúde
Desde que a pandemia do Coronavírus chegou um problema desconhecido começou a tomar forma em todo o mundo: a falta de insumos hospitalares. Ainda na corrida contra o vírus, houve desabastecimento de máscaras por alguns dias e, agora, na fase da vacinação, as seringas e agulhas foram disputadas por países e tiveram seus preços aumentados.
A geração de lixo hospitalar e a possibilidade da reciclagem foi o assunto abordado no Uirapuru Ecologia do último Sábado. O programa teve a apresentação de Luiz Paulo Fragomeni e a participação dos Engenheiros Gláucio Segala e Jean Carlos Conte, especialistas em gestão ambiental.
O engenheiro Jean explicou que, nem todos os resíduos produzidos em um hospital são perigosos. Como uma empresa, o local troca de lâmpadas, faz reformas, tem escritório e outros setores comuns como qualquer local. O objetivo geral da gestão ambiental é reduzir os resíduos hospitalares e descartar corretamente. A pandemia trouxe aumento de material descartável como máscaras, aventais e tudo isso precisa ser colocado em sacos plásticos, aumentando assim a necessidade de tratamento dos resíduos.
O engenheiro Glaucio Segala explicou que a saúde avançou muito n este ano em todos os aspectos, mas há um novo desafio frente a necessidade de tanto material de cuidados diários. Este desafio é a possibilidade de reciclar. Há itens mais delicados como os de tecido, que poderiam ser esterilizados. No entanto agulhas, por exemplo, possuem um material de metal muito bom e que poderia ser totalmente reaproveitado. Porém, para isso acontecer é preciso que as empresas invistam em tecnologia, descarte e também pesquisa para isso ser feito de forma segura. Em outro ponto há também a necessidade de mudar as leis para autorizar isso. Para o engenheiro é algo possível no futuro.