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Meio Ambiente

Uirapuru Ecologia: pesca esportiva protege animais e ganha destaque na região

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

A relação da humanidade com a vida marinha é antiga. O peixe foi, por milênios, um importante alimento e possibilitou a criação de diversas civilizações próximas do mar.  A medida que a tecnologia foi evoluindo, com a chegada dos barcos, a exploração do mar e seus frutos se intensificou.  Com abundante vida marinha, por muitos anos não preocupou a possibilidade de redução da população de peixes.

No entanto, hoje há um cenário diferente.  Leis ambientais protegem a atividade e há períodos do ano onde a pesca em águas abertas é permitida.  Neste cenário crescem os adeptos da pesca esportiva.  Diferente da pesca predatória, na esportiva visa-se o prazer de pegar o peixe, sem que, para isso, ele seja morto.

O assunto foi abordado dentro do programa Uirapuru Ecologia.  O programa, apresentado pelo jornalista Ivaldino Tasca, recebeu o empresário Renato Luiz Zanatta Júnior, fundador do Ponto da Traíra – Pesca Esportiva.  Conforme Zanatta, a pesca esportiva é algo novo na região, mesmo com o Ponto da Traíra existindo há 5 anos em Passo Fundo, na saída para o Bom Recreio.

Zanatta explicou que a pesca esportiva diferencia da convencional principalmente por atrair o peixe com iscas de movimento e cor.  Não são admitidas iscas naturais, como minhocas, outros peixes ou alimentos atrativos. O peixe é atraído pela técnica do pescador, sendo ali o esporte. Após pegar o peixe, na modalidade esportiva, o animal é solto nas mesmas águas que foram pegos.

Tira-se apenas uma foto e o peixe é devolvido.  Um dos peixes mais importantes que precisa ser preservado na região é a Traíra.  Este peixe é regulador da vida marinha regional.  Se ele for pescado de forma predatória pode até mesmo acontecer um desequilíbrio, explicou Zanatta.  Desta forma, a pesca esportiva é importante, ao passo que peixes criados em ambiente controlado e não em rios, abastecem o mercado para alimentos.