Uirapuru Ecologia: pesca esportiva protege animais e ganha destaque na região
A relação da humanidade com a vida marinha é antiga. O peixe foi, por milênios, um importante alimento e possibilitou a criação de diversas civilizações próximas do mar. A medida que a tecnologia foi evoluindo, com a chegada dos barcos, a exploração do mar e seus frutos se intensificou. Com abundante vida marinha, por muitos anos não preocupou a possibilidade de redução da população de peixes.
No entanto, hoje há um cenário diferente. Leis ambientais protegem a atividade e há períodos do ano onde a pesca em águas abertas é permitida. Neste cenário crescem os adeptos da pesca esportiva. Diferente da pesca predatória, na esportiva visa-se o prazer de pegar o peixe, sem que, para isso, ele seja morto.
O assunto foi abordado dentro do programa Uirapuru Ecologia. O programa, apresentado pelo jornalista Ivaldino Tasca, recebeu o empresário Renato Luiz Zanatta Júnior, fundador do Ponto da Traíra – Pesca Esportiva. Conforme Zanatta, a pesca esportiva é algo novo na região, mesmo com o Ponto da Traíra existindo há 5 anos em Passo Fundo, na saída para o Bom Recreio.
Zanatta explicou que a pesca esportiva diferencia da convencional principalmente por atrair o peixe com iscas de movimento e cor. Não são admitidas iscas naturais, como minhocas, outros peixes ou alimentos atrativos. O peixe é atraído pela técnica do pescador, sendo ali o esporte. Após pegar o peixe, na modalidade esportiva, o animal é solto nas mesmas águas que foram pegos.
Tira-se apenas uma foto e o peixe é devolvido. Um dos peixes mais importantes que precisa ser preservado na região é a Traíra. Este peixe é regulador da vida marinha regional. Se ele for pescado de forma predatória pode até mesmo acontecer um desequilíbrio, explicou Zanatta. Desta forma, a pesca esportiva é importante, ao passo que peixes criados em ambiente controlado e não em rios, abastecem o mercado para alimentos.