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Meio Ambiente

Ser humano é semelhante ao porco e por isso se prejudica descartando lixo em rios, diz psiquiatra

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Ser humano é semelhante ao porco e por isso se prejudica descartando lixo em rios, diz psiquiatra

A Rádio Uirapuru recebeu na manhã de ontem (27) diversas fotos mostrando o descaso com o Rio Passo Fundo. Inclusive, segundo informações, existem pessoas que saem dos mais diferentes pontos da cidade e vão até o rio apenas para jogar lixo. A reportagem da Uirapuru foi ao local e comprovou a situação lamentável.

Falando sobre a questão psicológica de quem descarta lixo no Rio Passo Fundo mesmo sabendo que é errado, o psiquiatra Dr. Carlos Hecktheuer, explicou que descarte de dejetos nas águas dos rios tem um simbolismo de que aquilo que não se apresenta mais útil ou vantajoso deve ir para longe. Quando um material torna-se sem utilidade, Hecktheuer afirma que o ser humano tem esse sentimento de querer livrar-se e assim “lavar a alma”, não só limpando a sujeira de objetos, mas também a sujeira pessoal e íntima, porque a água tem significado de limpeza e expulsar tudo aquilo que nos incomoda.

Conforme Hecktheuer, a psiquiatria também vê o descarte do lixo em rios como um sentimento de livrar-se do que já não tem mais serventia. Porém, essa atitude representa falta de educação e de conscientização, já que esse descarte ilegal prejudica toda uma comunidade. De acordo com o psiquiatra, apenas descartar o lixo em casa ou próximo de si não é o suficiente para muitas pessoas, que precisam jogar os dejetos longe, por isso muitos saem de outros bairros e descartam o lixo no Rio Passo Fundo.

Esta atitude, segundo Hecktheuer, mostra o quanto a própria humanidade causa prejuízo a si mesma, tanto particularmente, como em grupo. Ele explica que isso é muito semelhante ao que fazem os porcos, que vivem em dejetos e seus próprios excrementos, poluindo lugares onde terão que conviver. O psiquiatra ainda destaca que jogar lixo em rios é algo muito primitivo e que muitos mamíferos, como gatos e cachorros, não fazem, mas o ser humano sim.