Sem Segredo pergunta: depois de tanto tempo, tem como fazer justiça no caso da Boate Kiss?
Após quase nove anos, iniciou nesta semana o júri popular de quatro acusados pelo incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria, no dia 27 de janeiro de 2013. Mauro Hoffmann e Elissandro Spohr, proprietários do estabelecimento, Marcelo de Jesus, vocalista da banda Gurizada Fandangueira, e o produtor Luciano Bonilha, responsáveis pela apresentação pirotécnica, começaram na quarta-feira (1°) a responder pela morte de 242 pessoas e por 636 tentativas de homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar.
Entre os motivos da demora está a mudança na cidade do julgamento. As defesas de três dos quatro réus conseguiram a transferência para Porto Alegre por falta de segurança e eventual parcialidade. O Ministério Público tentou reverter a decisão, mas sem sucesso. Para evitar que houvessem dois júris, os promotores pediram então que o quarto acusado também fosse julgado na capital.
A mudança mobilizou a Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM), pois muitos não tinham condições de viajar e se manter em Porto Alegre.
O caso deve ter o julgamento mais longo da história do judiciário gaúcho, sendo que defesa e acusação estimam duração de 15 dias, mas pode durar ainda mais.
Diante disso, o programa Sem Segredo deste sábado (04) discute o tema e pergunta: depois de tanto tempo, tem como fazer justiça no caso da Boate Kiss ou demorou demais? Participam do programa o advogado José Paulo Schneider e a psicóloga Michele Minozo.
Os ouvintes podem participar através do 2104-1615, 2104-1616, 3045-4022, 3045-5022, ao vivo, e também mandar mensagem para o torpedo 9 9162-9923 e para o WhatsApp 9 9162-9943.
O Sem Segredo começa às 9h30min, com apresentação de Luciano Azevedo.