Resposta articulada e preparo prévio evitaram tragédia ainda maior no Rio Grande do Sul, declara especialista
Nos últimos dias, o Rio Grande do Sul foi castigado por intensas chuvas que deixaram um rastro de destruição em diversas regiões do Estado. Entretanto, especialistas destacam que o preparo dos órgãos de segurança e defesas civis foi fundamental para evitar uma tragédia ainda maior.
Em entrevista na Uirapuru, o geólogo Luiz Paulo Fragomeni ressaltou a importância da resposta articulada diante da situação de calamidade. Ele destacou que, pela primeira vez, foi observada uma coordenação eficaz entre os governos municipal, estadual e federal, o que se refletiu em respostas surpreendentes diante das adversidades. Fragomeni enfatizou que medidas como o plano de contingência da barragem de 14 de Julho, que estourou durante as chuvas, contribuíram para minimizar os impactos, mesmo diante da resistência de algumas pessoas em deixarem suas residências.
Segundo ele, a existência de áreas de exclusão e a definição das cotas de inundação foram fundamentais para prevenir tragédias ainda maiores. Além disso, o geólogo destacou a atuação da Defesa Civil em municípios como Passo Fundo, que, aprendendo com as lições das chuvas de setembro de 2023, elaborou planos de contingência eficazes. Essas medidas permitiram que a cidade enfrentasse as consequências das fortes chuvas com mais eficiência, mostrando a importância do preparo prévio para lidar com situações de emergência. A articulação entre os órgãos de segurança e a população foi apontada como fundamental para evitar mais mortes e danos durante as chuvas. Fragomeni destacou que, apesar dos desafios e limitações, o preparo e a coordenação das autoridades foram essenciais para garantir a segurança e minimizar os impactos das intempéries.