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Internet

Responsáveis devem controlar acesso dos jovens às redes, mas proibição total de acesso é decisão drástica, diz especialista

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Legisladores da Flórida aprovaram nesta semana a proibição de redes sociais para menores de 16 anos. Se transformado em lei, as plataformas terão a responsabilidade de impedir a criação de contas por usuários com idade inferior a 16 anos e fechar aquelas que foram abertas anteriormente, implementando métodos rigorosos para verificar a idade dos usuários.

O movimento reflete uma crescente preocupação com o impacto das redes sociais no desenvolvimento e bem-estar das crianças e jovens. Falando sobre o assunto na Uirapuru, o professor e mestre em computação, Marcos Roberto dos Santos, também docente na Atitus de Passo Fundo, destacou que os Estados Unidos estão na vanguarda desse movimento de legislação sobre o uso da tecnologia.

Santos expressou seu apoio ao movimento, observando a preocupação entre os pedagogos em relação ao aprendizado das crianças e jovens. Ressaltou a importância de considerar não apenas o aspecto educacional, mas também o impacto psicológico das redes sociais, onde os jovens são constantemente expostos a uma avalanche de informações, conhecimento, entretenimento e diversão em vídeos.

No entanto, o especialista adverte contra decisões drásticas, como a proibição total das redes sociais. Ele destaca a importância de um equilíbrio, enfatizando que os pais, diretores de escola e professores devem assumir a responsabilidade de orientar e controlar o acesso dos jovens às tecnologias. O professor destaca que a tecnologia deve fazer parte da formação desde a infância, mas com um controle adequado, evitando o acesso irrestrito.

Ao analisar a situação nos Estados Unidos, Santos aponta que a falta de responsabilidade por parte das famílias levou o governo a intervir. Ele ressalta que, mesmo com a proibição, controlar efetivamente o acesso de menores de 16 anos pode ser um desafio, já que muitos podem fornecer informações falsas durante o cadastro, muitas vezes sem validação documental.