Quantidade de lixo no Rio Passo Fundo vem diminuindo desde que a prefeitura iniciou limpezas
O trabalho permanente de monitoramento e limpeza do Rio Passo Fundo, incluindo o Arroio Santo Antônio e arredores, iniciado em 2015 pela Prefeitura de Passo Fundo, através da Secretaria de Meio Ambiente, tem reduzido os impactos da poluição, resultando na remoção de resíduos alocados nas barreiras de contenção e nos contêineres, além de fomentar a preservação ambiental por meio de ações educativas.
Nessa semana, foi iniciada mais uma edição de limpeza das margens e leito do Rio Passo Fundo. De acordo com a secretária do Meio Ambiente, Gabriela Engers, a limpeza acontece em três barreiras de contenção, localizadas próximo à ponte da rua Graciosa Preto, ponte da rua Uruguai, atrás da Prefeitura; e ponte às margens da BR 285.
Gabriela explica que a limpeza das barreiras é feita a cada 15 dias. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, foram disponibilizados sete contêineres colocados nas comunidades próximas ao rio para que seja feito o descarte adequado de resíduos.
Além disso, existe a coleta de resíduos nas margens e do leito do rio Passo Fundo. São plantadas ainda mudas nativas no curso do rio para manter o ecossistema no local.
Desde o início das ações de limpeza, a secretaria notou uma redução no lixo retirado do Rio, demostrando que o trabalho está dando resultado. Em 2015 foram mais de 315 toneladas, no ano passado foram 57 toneladas. Uma redução bem considerável, embora ainda seja muito lixo.
De acordo com Gabriela, ainda falta muita consciência e responsabilidade de todos, mas a prefeitura vai seguir com os cuidados com um dos símbolos do município.
Indígenas no Rio Passo Fundo
Ainda falando sobre o Rio Passo Fundo, a secretária falou sobre os indígenas que residem na margem nos fundos da rodoviária. Conforme Gabriela, a situação é delicada e não envolve apenas a prefeitura, mas também outros órgãos.
Por se tratar de indígenas, que são de responsabilidade federal, ações no local fogem da alçada do município. Os dejetos produzidos pelos índios podem estar sendo lançados no rio e a preocupação é grande.