Passo-fundense leva cerca de nove meses para voltar ao mercado de trabalho após perder emprego
Em 2018, a Fundação Gaúcha de Trabalho e Ação Social (FGTAS/Sine) de Passo Fundo realizou aproximadamente 10 mil encaminhamentos de Seguro-Desemprego, benefício concedido a pessoas que perderam seus postos de trabalho. O número também se mescla aos cerca de 7 mil passo-fundenses que atualmente procuram por uma vaga de trabalho na cidade.
Ao vivo na Rádio Uirapuru, o coordenador do Sine, Sérgio Ferrari, revelou que após perder o emprego, um cidadão pode levar até nove meses para se recolocar no mercado de trabalho na cidade.
Ferrari explicou que no passado, antes da recessão, em um cenário de empregabilidade mais estável, o trabalhador solicitava o seguro-desemprego, recebia e retornava no fim do prazo máximo de cinco meses. Este cenário não é mais observado, visto a crise econômica, que estendeu este prazo para, em média, nove meses.
O coordenador afirmou que houve uma redução de vagas de emprego e que isso dificultou as opções para que uma pessoa pudesse retornar ao trabalho.
Ferrari disse ainda que o tempo de cobertura de cinco meses do seguro-desemprego ficou insuficiente, pois o prazo para começar em uma nova ocupação vai além.
Outra peculiaridade observada atualmente pelo Sine é que, mesmo recebendo o seguro por pouco tempo, a pessoa que está desempregada aproveita a primeira oportunidade de trabalho que aparece. O benefício não é interrompido, apenas suspenso, e em caso de ficar novamente sem emprego, as parcelas restantes são pagas.
Ferrari argumenta que vale mais um emprego formal com carteira assinada do que a dependência do benefício pago pelo governo Federal.
Na contramão do restante do país, contratação de pessoas acima dos 40 anos é tendência em Passo Fundo
Dentro do contexto da relação entre oferta de vagas de trabalho e disponibilidade de mão de obra qualificada em Passo Fundo, um levantamento da agência do Sine da cidade vai na contramão da realidade observada no restante do país.
Enquanto na maioria das cidades brasileiras, pessoas acima dos 40 anos apresentam dificuldades de voltar ao mercado, esta faixa da população não enfrenta este problema no município.
Na Uirapuru, o coordenador do Sine, Sérgio Ferrari, afirmou que esta parcela da população é valorizada por conta da experiência adquirida ao longo dos anos e consegue encontrar uma recolocação de forma mais rápida em relação aos mais jovens.
Ferrari informou, ainda, que características como a maturidade e responsabilidade contam muito na hora da contratação.
Por outro lado, jovens entre 18 aos 25 anos são os que mais procuram a agência do Sine e empresas privadas na busca por um emprego e de experiência profissional.