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Internacional

Para economista, aproximação do Brasil com Jerusalém pode ainda trazer problemas comerciais para o RS

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

A decisão do presidente Jair Bolsonaro de abrir um escritório comercial em Jerusalém e não mais uma embaixada amenizou a polêmica entorno do assunto, mas ainda traz preocupações em relação a parte econômica. A ideia inicial era transferir a sede da embaixada brasileira de Tel Aviv.

O economista Ginez de Campos ressalta que na gestão do governo anterior, a diplomacia era caracterizada por questões de afinidade ideológica, do ponto de vista político. Já nesse, o que parece é que o governo quer consolidar as relações diplomáticas baseado na ideia de multilateralismo, ou seja, da ampliação de relações políticas e comerciais com outros países. A questão é polêmica porque no Oriente Médio há um conflito geopolítico de muitos anos entre o estado de Israel e seus vizinhos.

Campos disse que é evidente que a criação de um escritório em Jerusalém, que tem todo um simbolismo religioso e político, acaba criando algumas discussões principalmente por parte dos países árabes, que entendem que a relação em certa medida constitui uma forma de provocação. Para o economista, a diplomacia brasileira deveria ter sido mais cautelosa, porque da forma com que está conduzindo esse assunto pode nos trazer problemas comerciais. Os árabes são um dos principais parceiros de algumas atividades brasileiras no que tange às exportações.

O Rio Grande do Sul é um dos principais exportadores de aves para os países árabes, correndo o risco de ser boicotado, resultando em implicações de natureza econômica.