“O funcionário da loja avisou que não poderia ser usado em lugar fechado”, diz gerente de loja que vendeu artefato usado na kiss
O primeiro depoimento do terceiro dia do julgamento dos réus no processo da Boate Kiss foi o mais tenso até então. Daniel Rodrigues é administrador da loja que vendeu os artefatos pirotécnicos que supostamente foram utilizados na noite do incêndio na boate.
Ele foi questionado sobre questões técnicas e sobre regras comerciais referentes à venda de artefatos explosivos. Uma discussão em Plenário, em meio a depoimento de Daniel Rodrigues, levou o Juiz Orlando Faccini a determinar intervalo de dez minutos na sessão. O bate boca foi iniciado após a defesa de Luciano Bonilha Leão questionar se a loja do depoente já havia sido fechada pela polícia.
Veja o momento de tensão
No intervalo a promotora Lucia Callegari disse que “O Jean sempre faz isso. É o teatro dele”, se referindo ao advogado Jean Severo e a discussão travada em plenário.

Respondendo ao promotor David Medina da Silva, o depoente afirmou que a chama do artefato Sputnik, composto por pólvora, tem chama alta, próxima de 1,5 metro. Este era um dos produtos que constava na nota fiscal da venda à banda. O efeito do Sputnik e Chuva de Prata é praticamente o mesmo, ambos produzem faísca quente, conforme o Administrador.

Em seu depoimento Daniel afirmou que o funcionário da loja Kabum que vendeu o artefato pirotécnico a Luciano Bonilha Leão explicou sobre o funcionamento do produto. “O funcionário da loja avisou que não poderia ser usado em lugar fechado”.
O depoimento de Daniel foi encerrado após mais de duas horas de inquirição.