Na Uirapuru, geólogo afirma que desastre de Brumadinho causará danos inimagináveis
Uma barragem da mineradora Vale se rompeu nesta sexta-feira (25), em Brumadinho, Região Metropolitana de BH. Imagens aéreas mostram que um mar de lama destruiu casas da região do Córrego do Feijão. A empresa já admite que vai ter vítimas, mas o número é incerto.
Em entrevista na Uirapuru o geólogo, Luis Paulo Fragomeni, disse ser inacreditável que em pouco tempo duas barragens venham a se romper, lembrando também do desastre de Mariana (MG) que aconteceu em 2015, sendo um dos maiores desastres em termos de impacto ambiental. Para o geólogo, o caso desta sexta-feira (25) deve ser ainda pior pelos números que estão se apresentando.
Fragomeni explicou que essas barragens são feitas para armazenar os rejeitos da mineração de ferro, que são minérios de baixo teor, ou seja, é preciso extrair uma grande quantidade de terra para que seja obtido uma pequena porção de minério, a lama que sobra da lavagem é o que vai para esse reservatório que acabou rompendo-se.
O geólogo afirmou que em caso de contato com o meio ambiente os danos são inimagináveis. De acordo com ele, a fiscalização dessas barragens é do Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM), que foi extinto dando lugar para a Agência Nacional de Mineração, que não consegue suprir a demanda e fiscalizar como deveria.
Fragomeni explicou que esse tipo de barragem é diferente das que conhecemos aqui na região como a barragem do Capingui ou de Ernestina.