Na Uirapuru, Erasmo Battistella diz que transição energética seguirá seu curso indiferente da posição americana
Os olhos do mundo estão voltados para Davos, na Suíça, nesta semana. Lá, desde a última segunda-feira (20), ocorre o Fórum Econômico Mundial. O evento reúne representantes dos principais países, destacando o aspecto econômico e relacionando-o também com a preservação ambiental, uma vez que o descontrole nesse setor impacta a produção e a economia global de diferentes formas.
Passo Fundo ocupa lugar de destaque no cenário do evento, pois participa o presidente da Be8, líder nacional em produção de biodiesel, empresário Erasmo Carlos Battistella. O empresário participa de dois painéis no Fórum, na chamada Brazil House, espaço organizado pelo BTG Pactual em parceria com a Be8 e outras gigantes brasileiras, como Ambipar, Gerdau, JHSF, Randoncorp e Vale. O local serve como ponto de encontro para autoridades públicas e líderes brasileiros do setor privado.
Erasmo explicou que, no evento, foram apresentados ao mundo os benefícios do biodiesel e da novidade BeVant, novo combustível desenvolvido em Passo Fundo, que pode substituir o diesel em 100%. Esse combustível já começou a ser utilizado em larga escala nas máquinas pesadas do Aeroporto de Congonhas. O empresário também falou sobre a parceria com uma empresa americana para produzir, através da glicerina, um insumo para biocombustíveis.
Nesta quinta-feira, Erasmo participará de mais um painel, onde discutirá a redução de carbono no planeta, uma ação buscada por todos os países. O Fórum Mundial acontece na mesma semana em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anuncia que o país aumentará a exploração de petróleo e se retirará do Acordo de Paris, onde os participantes se comprometem a buscar alternativas menos poluentes.
Questionado sobre se algo poderá mudar com a posição de Trump, Erasmo disse que o movimento de redução de carbono é global e já está em andamento, independentemente da opinião de Trump. Ele avaliou que a transformação energética continuará e lembrou que os Estados Unidos têm uma série de decisões estaduais que não dependem apenas da vontade federal. Reconheceu que a notícia da saída do Acordo de Paris tem impacto, mas lembrou que os americanos já saíram no passado.
Ele também destacou que o agronegócio tem uma forte conexão com os biocombustíveis e é algo republicano. Finalizou dizendo que os biocombustíveis não são apenas uma questão de preservação ambiental, mas também um grande negócio econômico para o mundo todo.