Município já soma mais de 1.200 milímetros de déficit hídrico, diz superintendente da Corsan
Recentemente o Município de Passo Fundo decretou situação de emergência em decorrência da estiagem e dos prejuízos ocasionados pela falta de chuvas. O cenário é visto em mais de 300 municípios gaúchos, que também emitiram decretos. O assunto foi abordado no Uirapuru Ecologia do último sábado (29). O programa é apresentado pelo jornalista Ivaldino Tasca e contou com a participação do superintendente Regional da Corsan, Aldomir Santi.
De acordo com o superintendente, a estiagem que estamos enfrentando iniciou ainda em junho de 2019 e persiste até hoje. Desde então são registradas chuvas esparsas e abaixo da média, o que não recupera os mananciais. De acordo com o superintendente, no ano passado o maior problema eram os mananciais superficiais (barragens e rios). Neste ano, o maior problema enfrentado pela companhia são os municípios abastecidos por poços artesianos.
Devido ao longo período de estiagem, o município inicia o ano de 2022 com mais de 1.200 milímetros de déficit hídrico. Segundo Santi, em 2019 o ano fechou com déficit de 376 milímetros. Em 2020 o déficit foi de 218 milímetros e em 2021, fechamos o ano com déficit de 529 milímetros.
Este deficit é muito significativo e impactou muito. Conforme Santi os poços estão secando e reduzindo a vazão. A Corsan por sua vez está colocando poços reservas em operação e perfurando novos poços, porém mesmo assim não está sendo o suficiente. Santi relata não ter vivenciado uma estiagem tão severa. Conforme ele, está é a maior estiagem da história, devido ao longo período de falta de chuvas.