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Meio Ambiente

Movimento ecológico vai cobrar de novos governantes fortalecimento dos órgãos fiscalizatórios ambientais

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

A escolha dos representantes ao Executivo e Legislativo estaduais e federais também refletirão nas políticas ambientais. O primeiro avanço da área ambiental foi com a Constituição Federal de 1988 que garantiu no artigo 225 que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. A lei também impôs ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

Participando do Uirapuru Ecologia do último sábado (06), o coordenador do Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas (Gesp), Paulo Cornélio, defendeu a manutenção do artigo, mas também destacou que há mais desafios pela frente para os próximos governantes. Frisou que os órgãos públicos federais e estaduais devem ser fortalecidos.

Cornélio destacou que muitos órgãos ambientais, de caráter fiscalizatório do Estado, foram enfraquecidos ou fechados, a exemplo do Ibama de Passo Fundo. A cidade conta hoje com um balcão ambiental da Fepam, mas que não comporta a grande demanda fiscalizatória que temos. O ambientalista disse que um dos aspectos que preocupa o movimento é o contrabando de animais silvestres.

A fiscalização desse tipo de crime era feita pelo Ibama local, que abrangia cerca de 150 municípios da região. Cornélio salientou que estamos descobertos nessa área e o grupo ecológico exigirá tanto do presidente quanto do governador a consolidação desses órgãos.