Moradores de Passo Fundo poderão observar raro alinhamento de planetas no final de semana
O alinhamento de seis planetas previsto para o fim de fevereiro poderá ser observado também em Passo Fundo, desde que as condições do tempo sejam favoráveis. A informação foi detalhada pelo professor do curso de Física da UPF, Alisson Giacomelli, em entrevista à Rádio Uirapuru. Segundo ele, o fenômeno será visível nos dias 28 deste mês e 1° de março logo após o pôr do sol, com melhor janela de observação cerca de 30 minutos depois do entardecer
Conforme explicou, na região norte do Rio Grande do Sul, a visualização é possível, mas pode apresentar um grau maior de dificuldade em comparação a áreas mais ao norte do país. Isso ocorre porque alguns planetas, como Vênus, Mercúrio e Saturno, estarão muito próximos da linha do horizonte oeste, ainda com luminosidade residual do Sol. Mesmo assim, Giacomelli afirma que será possível identificá-los, especialmente em locais com horizonte desobstruído.
O professor orienta que os moradores busquem pontos com pouca interferência de prédios, morros ou árvores na direção oeste. Ele ressalta ainda que a poluição luminosa da cidade pode atrapalhar a observação, reduzindo a quantidade de objetos visíveis no céu. Em bairros mais afastados ou áreas rurais, as chances de visualização aumentam. Ainda assim, planetas mais brilhantes, como Júpiter e o próprio Vênus, podem ser vistos a olho nu mesmo dentro da área urbana.
Giacomelli também destaca que não é necessário equipamento especial para acompanhar grande parte do fenômeno. Além de Vênus, Mercúrio, Saturno, Marte e Júpiter, que podem ser observados sem instrumentos, apenas Urano exige telescópio. Ele explica que o alinhamento é aparente, ou seja, os planetas não estão realmente lado a lado no espaço, mas parecem próximos a partir da perspectiva da Terra.
Como recurso complementar, o professor recomenda o uso de aplicativos de simulação do céu, como o Stellarium, que permite identificar a posição dos astros conforme o horário e a localização do observador. A orientação é procurar a linha imaginária que representa o caminho do Sol ao longo do dia, já que os planetas do Sistema Solar tendem a aparecer próximos a esse trajeto.
Segundo o docente, o fenômeno não provoca influência gravitacional significativa na Terra. Para ele, o principal impacto é educativo e cultural, pois desperta o interesse pela astronomia e reforça a tradição humana de observar o céu em busca de compreensão sobre o universo.