Skip to content

Meio Ambiente

Mobilização de moradores mantém área verde preservada no loteamento Santo Afonso II

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Imagem não disponível

O programa Uirapuru Ecologia do último sábado saiu do estúdio da Uirapuru e foi apresentado diretamente do Loteamento Santo Afonso II, junto a uma área verde preservada pela comunidade, aos fundo da Escola Menino Deus. Por ser resquício da Mata Atlântica, a área possui diversas espécies vegetais, como uma figueira centenária, cedro, guajuviras, e animais como lebres do campo, tucanos, raposas, cutias, tatu e lagartos.

De acordo com o presidente do loteamento Santo Afonso II, Cleber Augusto Medeiros, a área, com cerca de 1 hectare, é dividida em duas partes, sendo uma de preservação permanente e outra de recreação pública. Ele destaca que a mobilização da comunidade mantém a preservação e impede que a área seja destinada para outros fins.

Porém, uma das discussões envolve a pracinha, que embora tenha sido uma escolha da comunidade e construída com verbas do Orçamento Participativo, ela está instalada num local inadequado, servindo de abrigo para vândalos que já depredaram os brinquedos. Ele acredita que o ideal seria instalar os equipamentos em outro local.

De acordo com a legislação municipal, todo loteamento que surgir, para ser aprovado, tem que ter 10% da sua área destinada para a prefeitura e não pode ter outro uso, a não ser a preservação como uma área verde. Para o vereador Paulo Neckle, a preservação que a comunidade do loteamento Santo Afonso II faz é um exemplo para toda a população de Passo Fundo, pois infelizmente 80 % das áreas verdes da cidade sumiram.

Para o ex-presidente da Uampaf, Luizinho Valendorf, a fiscalização de preservação das áreas verdes na cidade deveria ser repassada à comunidade e às associações de moradores, que com certeza irão cuidar e evitar que vândalos invadam os locais. O programa Uirapuru Ecologia, transmitido direto do Loteamento Santo Afonso II, foi apresentado por Ieda Almeida e Ivaldino Tasca, com apoio técnico de Henri Neris, e contou também contou com a participação de moradores.