Metaverso deve chegar ao Brasil em menos de 10 anos, afirma especialista
Nesta semana, a Rádio Uirapuru abordou amplamente o tema do Metaverso, que é a grande aposta do futuro. Na ocasião, foi debatido o impacto psicológico que isso vai acarretar. No entanto, alguns ouvintes ficaram com dúvidas sobre o que de fato é esse Metaverso.
Em entrevista na Uirapuru, o especialista em Mídias Digitais e Marketing Digital, Alexandre Mattos, explicou que, quando a internet começou a se tornar popular, foram feitas algumas iniciativas de se criar ambientes de realidade virtual.
Mattos cita um grande exemplo dessa época, que foi o jogo conhecido como “Second Life” (Segunda Vida), uma simulação de ambientes reais do mundo, mas dentro da internet. No entanto, como naquela época a conexão de internet não tinha a velocidade que temos hoje, as pessoas preferiram aderir as redes sociais e não acharam necessário entrar em um ambiente virtual onde você criaria uma espécie de nova vida.
O especialista conta que agora, conforme a internet está evoluindo em todos os aspectos, começou a ficar cada vez mais forte a realidade virtual simulada, onde você coloca óculos especiais que te enviam aos mais diversos ambientes. A partir disso, segundo Alexandre Mattos, estamos chegando ao que especialistas já chamam como a “nova era da internet”, que é a criação de Metaversos. Conforme ele, esses serão diversos ambientes que só existirão na internet, mas não estarão necessariamente desconectados do mundo real.
Segundo o especialista, esse assunto virou a “bola da vez”, porque Mark Zuckerberg e o Facebook estão liderando este processo e mostrando que existem diversas iniciativas mundo afora criando mini-universos digitais que poderão ser acessados por todos em pouco tempo.
De acordo com Mattos, no Metaverso os usuários poderão encontrar simulações do mundo real, cidades gêmeas criadas dentro do ambiente e, a partir disso, começarão a valer dinheiro de acordo com o interesse geral. Ou seja: quanto mais pessoas estiverem no Metaverso, mais valioso ele ficará. Segundo o especialista, a lógica desta nova era é ir além do entretenimento. A pessoa terá um óculos de realidade virtual e uma plataforma com sensores onde poderão simular gestos, caminhadas, abraços, dirigir carros e fazer tudo que um ser humano faz no seu dia a dia, mas usando apenas o sentimento sensorial dentro de um mundo virtual.
Conforme Mattos, o desafio da indústria que está envolvida no Metaverso é trabalhar para levar esse ambiente à saúde, trabalho e educação, simulando tudo que fazemos no dia a dia. Um exemplo que ele traz é de que no Metaverso as universidades locais poderão ter alunos do mundo inteiro tendo uma aula sem sair de casa para chegar ao ambiente presencialmente. Alexandre Mattos afirma que o Metaverso nada mais é que viver a realidade como se fosse física e quase presencial, mas dentro da internet.
Ele considera isso uma revolução, mas alerta que o Metaverso poderá causar problemas como sedentarismo, falta de contato humano e afastar as pessoas da realidade. O especialista também afirma que essa tecnologia chegará ao Brasil dois anos depois dos Estados Unidos e a previsão é que em menos de 10 anos comece a ter adesão de pessoas. Porém, Mattos destaca que, como Mark Zuckerberg está cada vez mais interessado neste universo, é possível que o Metaverso entre na vida das pessoas o quanto antes.