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Meio Ambiente

Mesmo com pouca chuva, Passo Fundo segue com vários focos de dengue, alerta Vigilância

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Muitas cidades gaúchas estão registrando aumento nos casos de dengue, como Caxias do Sul e região. A Vigilância Ambiental em Saúde daquele município, inclusive, emitiu um documento onde informa que Caxias chegou a 200 focos do mosquito causador da dengue em 2021. Este número é considerado alarmante e a cidade está em estado de alerta contra o Aedes aegypti.

Em entrevista na Uirapuru, a chefe do Núcleo de Vigilância Ambiental em Saúde, Ivânia Silvestrin, contou que, mesmo Passo Fundo estando há meses com pouca chuva, a presença do Aedes aegypti ainda é grande na cidade. Por isso, segundo Ivânia, as equipes de agentes de combate a endemias passam o dia inteiro visitando imóveis do município e mesmo com a seca encontram larvas e mosquitos adultos.

A chefe do Núcleo explicou que quem deposita as larvas do Aedes aegypti é a fêmea, que se alimenta de sangue para fazer maturação dos ovos. As fêmeas ficam onde há depósito de água limpa parada, então, se em uma residência tiver cerca de 10 potes, sejam de água ou comida de cachorros, além de potes de flores, elas depositam quantidades enormes, dificultando o controle.

Ivânia Silvestrin contou que o Aedes aegypti mede menos de um centímetro e é mais preto que o pernilongo normal, contando ainda com diversas pintas brancas pelo corpo e pernas. Além de ser pequeno, ele costuma aparecer no meio da manhã e meio da tarde, não voando em alturas muito distantes e picando geralmente as pernas e os braços da pessoa. Já o pernilongo normal prefere águas de esgoto e bastante matéria orgânica, além de atacar a noite. Ivânia conta que essa é a principal diferencial dos dois, facilitando a identificação de ambos.

Os principais sintomas da dengue são febre alta, acompanhada de mais dois sintomas entre cansaço, dor no corpo e nas articulações, além de manchas vermelhas na pele, dor no fundo dos olhos e falta de apetite. Ivânia alerta que, ao ter estes sintomas, é preciso notificar a Vigilância Ambiental do município e os profissionais tomarão as medidas para evitar que o vírus se prolifere. Ela ressaltou que a Vigilância de Passo Fundo não para o serviço nunca e atende diariamente diversas denúncias de focos do Aedes e de pessoas que guardam água limpa. É um trabalho incessante na busca de conscientização da população, que em hipótese alguma pode deixar água parada e desprotegida.

Conforme a chefe do Núcleo de Vigilância Ambiental em Saúde, o último levantamento de infestação feito em Passo Fundo foi realizado em novembro deste ano e mostrou que os bairros com mais focos de dengue são Petrópolis, Centro, Integração, Boqueirão, São José, Santa Marta, Vila Luíza e Victor Issler. O próximo levantamento será realizado na semana do dia 10 de janeiro, com um panorama de como será o verão.