Mais de 470 animais foram atendidos pelo grupo de animais silvestres da UPF no último ano
Na sexta-feira o Ibama e os Correios verificaram que uma serpente, denominada Perictamboia, estava sendo enviada do Espirito Santo para Tapera. O animal silvestre, ameaçado de extinção, foi encaminhado para UPF. Mas como acontece esse trabalho na instituição e o que acontece com os bichos resgatados? Durante 2014, o Grupo de Estudos de Animais Silvestres (Geas) atendeu 478 animais de diferentes espécies. Feridos ou oriundos de apreensões provenientes de 130 municípios da região encontram no local a estrutura para sua reabilitação.
No Hospital Veterinário, eles são avaliados e examinados e recebem o tratamento adequado antes de serem devolvidos à natureza ou encaminhados a abrigos, quando não puderem voltar ao seu habitat natural. A maior parte dos atendimentos realizados pelo Geas em 2014, num índice de 72%, foi constituída por aves. Na sequência, aparecem os répteis, incluindo quelônios, serpentes e lagartos, com 16%. Os mamíferos atendidos somaram 11%. Havendo alta médica, o Geas comunica a liberação aos órgãos competentes de destinação e à Secretaria Estadual do Meio Ambiente, que é, atualmente, juntamente com o Ibama, a responsável por questões ambientais dessa natureza.