Localização geográfica não permite que Passo Fundo tenha registros de terremotos
Os terremotos acontecem quando as placas tectônicas, que formam a superfície terrestre, entram em choque em suas fronteiras. Quando isso ocorre, a energia acumulada no local é liberada sob forma de ondas elásticas, que se espalham em todas as direções, fazendo a terra tremer.
Foi por meio dessas ondas que os passo-fundenses conseguiram sentir os tremores do terremoto ocorrido na Bolívia, na semana passada. Mas, segundo a geógrafa e professora do curso de Geografia da UPF, Ana Maria Sanches, isso não é motivo para preocupação. Ela participou do programa Uirapuru Ecologia do último sábado (25).
Ana Maria explicou que Passo Fundo está localizada em uma área interna da placa sul-americana, onde não há esse tipo de atividade. Desta forma, é improvável que ocorra um terremoto na região. Ela ressaltou que aqui os tremores são sentidos somente em prédios altos, geralmente em locais que também estão em divisores de água.
A geógrafa conta que as estações estão constantemente acompanhando o movimento das placas tectônicas, mas a nossa tecnologia ainda não consegue prever os terremotos, nem dia, nem hora ou local do epicentro. Destacou que a movimentação das placas é fundamental, porque ela libera a energia no sistema, não acumula, e, com isso, diminui a probabilidade de ter um evento extremo.
O maior terremoto já registrado na história foi em Valdívia, no Chile, em 1960. A magnitude do tremor foi de 9,5 graus na escala Richter e resultou na morte de mais duas mil pessoas. Esse último ocorrido na semana passada, atingiu 6,4 graus de magnitude. No Brasil o maior abalo foi no ano de 1955, em Serra Tombador, no Mato Grosso. O tremor atingiu 6,2 na escola Richter.