Skip to content

Meio Ambiente

Lama de Minas Gerais pode causar impactos ambientais em áreas de preservação da Bahia

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Imagem não disponível

Desde o seu rompimento, em novembro do ano passado, a lama das Barragens de mineração em Mariana, Minas Gerais, seguem destruindo a natureza por centenas de quilômetros. Na manhã de ontem (8) vestígios já foram notados próximo da Bahia, no Arquipélago de Abrolhos, um santuário para diversas espécies de animais e vida aquática.

 

No momento o IBAMA coletou amostras para confirmar se é a lama de Mariana, mas tudo leva a crer que sim.A análise deve ser revelada dentro de dez dias. A Samarco, responsável pelo desastre, já foi notificada do fato e enviou técnicos ao local.

 

O Ministério do Meio Ambiente que criou um grupo de trabalho para avaliar os danos ambientais e acompanhar as ações de recuperação e revitalização dos rios Gualaxo do Norte, Carmo e Doce, afetados pelo desastre.

 

O biólogo Eduardo Camargo, explicou que a natureza pode levar até 100 anos para se recuperar. A lama, por conter rejeitos de mineração, se torna dura como um tijolo após sua secagem, sepultando tudo que cobre pelo caminho. Na água a lama, ainda, retira oxigênio, matando a vida marinha.

 

Conforme o biólogo é possível que essa lama traga reflexos para o sul do Brasil, especialmente Santa Catarina. Se a contaminação de minérios descer, atividades pesqueiras podem ser prejudicadas ao longo de 2016. A única maneira de evitar que os danos sigam se espalhando seria um conjunto de ações da própria empresa e dos órgãos de proteção ambiental e governo.