Júri da Boate Kiss pode ter encerramento entre a noite de sexta-feira e madrugada de sábado
Nesta quinta-feira (09) o Júri da Boate Kiss entrou no nono dia de depoimentos. Foram ouvidos três, dos quatro réus. Luciano Bonilha Leão, auxiliar da banda Gurizada Fandangueira, ele acionou o artefato pirotécnico que iniciou o fogo na boate; Mauro Londero Hoffmann, sócio proprietário da Kiss e o vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos, que foi quem segurou o artefato que iniciou o incêndio. O outro réu, Elissandro Spohr, proprietário da Boate, foi ouvido ainda na quarta-feira (08).
Iniciaram ainda durante a quinta-feira (09) os debates sobre o caso. Cada parte terá 2h30min de tempo para defender sua tese aos jurados, sendo que esse tempo precisa ser dividido entre os quatro réus. A expectativa é que o Júri tenha o encerramento entre a noite desta sexta-feira e madrugada de sábado.
A Rádio Uirapuru segue no Foro Central de Porto Alegre acompanhando a movimentação no local e conversou com o assistente da acusação, Pedro Barcelos. Questionado sobre os réus se recusarem a responder questionamentos do Ministério Público, Barcelos explicou que ficar em silêncio é um direito do réu para não produzir provas contra si mesmo. O assistente da acusação reforçou que é necessário acatar a decisão dos réus para que não haja uma nulidade do julgamento. Conforme Barcelos, todos os réus reclamaram que não tiveram voz durante oito anos e agora optaram por ficar em silêncio mais uma vez.
A Uirapuru conversou também com o pai da vítima Rafael Carvalho. Ele avaliou como muito triste a opção dos réus de se manter em silêncio e não responder as perguntas do Ministério Público. Para o pai era a hora dos réus mostrar as suas versões e dar explicações para os familiares que estão acompanhando o julgamento.