Indústria da moda é a segunda que mais polui o meio ambiente
O programa Uirapuru Ecologia do último sábado (09) falou sobre o impacto da indústria da Moda no Meio Ambiente. De acordo com a coordenadora do Curso de Design de Moda da Universidade de Passo Fundo, Dulcicléia Antunes, a indústria da moda produz muitos resíduos e que precisam ser descartados de forma correta para não agredir o meio ambiente.
A professora explica que tudo que vestimos é considerado produto de moda, como por exemplo, calçados, roupas, acessórios, entre outros. Conforme Dulcicléia, o curso de Design de Moda tem uma preocupação grande com a forma que são produzido e, principalmente, consumidos e descartados os produtos confeccionados durante as aulas. A professora destaca que o objetivo do curso é formar profissionais e empresários do ramo da moda com uma nova visão de mercado, focado na moda sustentável.
A coordenadora defende a popularização dos brechós. Comprando e vendendo as peças nos brechós, as pessoas evitam que as roupas sejam descartadas de forma errada no meio ambiente e ainda podem reaproveitar as peças. Além disso, as roupas em brechós são mais baratas e, na maioria das vezes em bom estado. Alguns brechós ainda realizam o sistema de troca, onde o cliente leva uma peça e troca por outra. Isso faz com que os produtos tenham um ciclo de vida maior.
Atualmente a indústria têxtil é a segunda que mais poluí o meio ambiente, atrás apenas das empresas de petróleo. A professora explica que isso ocorre pois boa parte da matéria-prima utilizada nas peças de roupa são derivados do petróleo e acabam poluindo quase que da mesma forma que o combustível quando descartadas de forma incorreta. Uma peça feita de poliéster, por exemplo, pode levar 400 anos para se decompor, enquanto uma roupa confeccionada com algodão ecológico leva entre dois e 20 anos.
Dulcicléia ressalta que está surgindo um novo mercado no setor que é a moda sustentável. Ela relata que os alunos, que serão os futuros empresários, estão com essa visão e preocupação com a poluição. Conforme a coordenadora, as empresas do ramo estão se readequando e até mesmo os consumidores estão buscando por indústrias que se preocupam com a ecologia e tem ações voltadas a preservação do meio ambiente.