Incidência do borrachudo aumenta em Passo Fundo com a chegada do verão
O tema do Uirapuru Ecologia de sábado, dia 14, foi o mosquito borrachudo, que tem aumentado sua incidência em Passo Fundo com o a chegada do verão. Nos estúdios discutiram o tema os engenheiros agrônomos, Loreno Leite, especialista em pragas urbanas e Marcos Suzin, que já foi secretário de Agricultura do município. Conforme explicou Suzin, o borrachudo é a designação comum a diversas espécies de mosquitos, cujas fêmeas se alimentam de sangue. A picada do borrachudo causa intensa irritação, edemas e até bolhas.
As fêmeas costumam atacar durante o dia, principalmente os membros inferiores, abdômen e cabeça. Ele ressaltou que são insetos que gostam de umidade, vivendo em matas, com água corrente ou locais que empoçam água da chuva. São especialmente ativas ao amanhecer e ao entardecer. Já Loreno Leite, lembrou que na região a situação já está adquirindo contorno de calamidade pública.
Ambos foram unânimes em afirmar que o tratamento tem que ser feito por profissionais, com química, não existem receitas caseiras.
Eles frisaram que o tratamento deve ocorrer na fase larval, na água, período que dura cerca de 4 dias. A proliferação é maior no verão, mas já existem espécies que estão resistindo ao frio. Segundo explica Leite, para aplicação é necessária uma abordagem profissional, por isso, no seu modo de ver a Prefeitura deveria terceirizar a aplicação. O mau uso do químico pode tornar o mosquito resistente.
Encerrando os agrônomos lembraram que uma das causas do aumento é a poluição, maior na zona urbana, que acaba eliminado das águas os predadores naturais das larvas do mosquito, como o peixe lambari.