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Meio Ambiente

Grupo pede ao Ministério Público estudo dos impactos ambientais do rompimento da barragem do Rio Taquari

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli
Grupo pede ao Ministério Público estudo dos impactos ambientais do rompimento da barragem do Rio Taquari
Grupo pede ao Ministério Público estudo dos impactos ambientais do rompimento da barragem do Rio Taquari

A Uirapuru abordou no início do mês de dezembro o rompimento da barragem do Rio Taquari, entre Passo Fundo e Marau. A barragem pertence ao complexo da Usina Hidrelétrica do Capingui e foi construída em um processo de ampliação da Usina. Ela operou até a década de 1990 e desde então não vinha sendo utilizado, pois deixou de ser viável. Desde o rompimento moradores afetados vem procurando autoridades para que alguma medida seja tomada. Toda a vida existente em função do alago se perdeu, além do prejuízo de moradores que fizeram suas vidas no entorno da barragem.

O esvaziamento do ecossistema da região foi notificado ao Ministério Público no início de dezembro, sendo também pauta da reunião extraordinária da Frente Parlamentar Mista de Recursos Hídricos da Câmara de Vereadores de Passo Fundo, na última sexta-feira (16).

De acordo com o diretor do Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas (GESP), Paulo Cornélio, que participou da reunião, havia um ecossistema estabelecido no local há mais de 50 anos, com a presença de peixes, anfíbios, plantas e outros animais que sobreviviam através do alago. Desse modo, o grupo está solicitando ao Ministério Público que faça um estudo aprofundado dos danos ambientais no local. É necessário entender qual o impacto que o fim da barragem causou no ecossistema e procurar uma solução.

Conforme Cornélio, o GESP já identificou espécies de peixes mortos, alteração na vegetação e outros aspectos de danos ambientais. No entanto, quem decidirá se houve ou não crime ambiental será o Ministério Público, através do promotor Paulo Cirne. O diretor destaca que o Batalhão Ambiental da Brigada Militar e a Secretaria do Meio Ambiente de Passo Fundo já estiveram no local e fizeram seus laudos. Agora, o Ministério Público avaliará esses levantamentos realizados.

O diretor do GESP explica que somente um estudo aprofundado é que vai dizer o que é melhor para o espaço. Se manter a situação como está ou refazer a barragem e retornar com o alago que existia.