Geólogo ressalta importância da separação do lixo e explica que caminhões não misturam os resíduos
A atitude isolada de cada pessoa pode contribuir para que a cidade tenha uma quantidade ainda maior de lixo reaproveitável. Hoje entorno de 40 a 45 toneladas são recicladas por mês em Passo Fundo. Além de reduzir os gastos da administração pública, a reciclagem ajuda na renda de famílias que trabalham em cooperativas.
Na área central, a coleta seletiva é feita por dois caminhões, um recolhe os resíduos secos e outro os orgânicos. O plano da prefeitura é estender, nos próximos 10 anos, esse serviço para toda a cidade.
Enquanto isso, nos bairros, a coleta seletiva é implementada junto às três cooperativas de recicladores. Cada uma delas possui um caminhão-baú para o recolhimento dos materiais recicláveis. Hoje, já atendem em mais de 700 pontos do município.
Os moradores que quiserem encaminhar o resíduo seco direto para a reciclagem também podem fazer o agendamento na Secretaria Municipal do Meio Ambiente.
O geólogo e ambientalista, Luiz Paulo Fragomeni explica que a separação em casa do seco e do orgânico facilita o trabalho que é feito na estação de transbordo. Conta que muitas pessoas acabam não separando os seus resíduos porque acham que não vai fazer diferença.
Mas, quando o cidadão não faz a separação, deixa que o orgânico contamine o seco, se retira a oportunidade de renda de um reciclador. Fragomeni destaca que o caminhão de lixo compacta os resíduos, mas não mistura eles.
O caminhão reduz o volume dos materiais em 60%, mas quando são despejados nas esteiras para a separação do que pode ser reaproveitado, praticamente todo o volume volta ao normal.