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Meio Ambiente

Geólogo afirma: é preciso um plano de contingência para evitar tragédia maior em Minas Gerais

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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A tragédia que se abateu em Minas Gerais, com o rompimento da barragem da Mineradora Samarco, cujos donos são a Vale e a anglo-australiana BHP, no dia 5 em Mariana, continua a impressionar pelo tamanho dos danos estruturais e ambientais. Além da morte do Rio Doce, que por 500 quilômetros teve sua fauna e flora devastada, a direção das empresas admitiu existir o risco de rompimento nas barragens de Santarém e Germano também na Região Central de Minas Gerais.

 

“O Departamento Nacional da Produção Mineral deveria ter fiscalizado de forma mais atuante a mineradora. Para se evitar nova tragédia como a de Mariana, um plano de contingência é essencial”, alertou o geólogo Luís Paulo Fragomeni, durante entrevista na Uirapuru. “A negligência que atingiu a natureza e diversas cidades não pode se repetir. Uma dessas barragens que está em risco é cinco vezes maior do que a que rompeu”, explicou.

 

A respeito do grau de contaminação da água e da vegetação, Luís Paulo Fragomeni ressalta que as informações são, ainda, muito desencontradas, mas que ONGs e prefeituras têm feito análises nos municípios atingidos, verificando o nível tóxico da água. “A toxicidade existe, mas o grau ainda não pode ser precisado com exatidão”, disse.

 

O geólogo frisa também que muito do que foi destruído não tem como ser recuperado, em alguns locais a lama já secou e se transformou em tijolo, em terra arrasada. No entanto, no que se refere ao Rio Doce as perspectivas não são tão drásticas. “A chance de recuperar os danos causados existem graças ao ciclo hidrológico, as aguas se renovam”, registrou Fragomeni.

 

Quanto à falta de água potável nas cidades da região atingida, Luís Paulo Fragomeni, registra que a situação vivida é de guerra. Sem água, comida e as condições básicas de sobrevivência. Por isso, ele cita que várias ações estão sendo tomadas por prefeituras, Estado e Governo Federal, dentre elas canalizações e utilização de poços artesianos.

 

Respondendo a ouvintes sobre a chance de a lama atingir mananciais no Sul do País, o geólogo descarta essa possibilidade. Conforme frisa o Rio Doce desagua no mar.