Falta de manutenção pode der sido a causa de rompimento de barragem em Minas afirma geólogo
A tragédia em Mariana, Minas Gerais, onde o vilarejo foi varrido pela lama após o rompimento de duas barragens de rejeitos da mineradora Samarco, está sendo tratada como uma das maiores do Brasil em termos de impacto ambiental. A lama desceu o morro varrendo tudo com grande velocidade e percorreu uma distância de até 70 km, atingindo várias cidades.
A mata próxima de um rio foi destruída, assim como casas, vegetação e plantações, deixando um rastro de destruição causada por mais de 14 metros de lama acumulada. Os detritos contaminaram sistemas de captação de água de cidades próximas e os danos ambientais devem levar 10 anos para serem revertidos.
O geólogo Luiz Paulo Fragomeni explicou que em um primeiro momento a causa do rompimento não pode ser apontada, mas indícios levam a crer que a empresa responsável agiu com negligência na manutenção das represas. Conforme explica, uma situação como essa não tem chance de se repetir em Passo Fundo, pois as empresas que administram as barragens locais já mostraram comprometimento com a segurança, realizando reparos e melhorias na estrutura ao longo dos anos.