Época de cuidados para evitar a infestação pelo Aedes aegypt
O período entre novembro e abril é o mais crítico para a infestação do mosquito Aedes aegypt./ O principal transmissor de doenças como dengue, chikungunya e zica utiliza das condições que unem altas temperaturas com chuvas para proliferar-se. Em Passo Fundo, há preocupação, pois é registrada ocorrência do inseto em praticamente todos os bairros da cidade.
Conforme Ivânia Silvestrin, Chefe do Núcleo de Vigilância Ambiental em Saúde de Passo Fundo, estamos em uma época extremamente preocupante quanto aos criadouros. Esse panorama de calor associado à chuva, é um banquete para o mosquito, pois a fêmea busca locais com água parada para depositar seus ovos, explica. Para evitar infestação, a equipe de vigilância conta com 30 agentes de combates à endemias, além de dois biólogos e agentes comunitários de saúde, que visitam os imóveis, fazendo orientações para a população, durante o ano inteiro.
Entretanto, as equipes ainda encontram resistência de parte da população em abrir o imóvel e receber o agente para fiscalização e orientações. A cidade tem muitos terrenos baldios, construções abandonadas, imóveis parados para aluguel ou venda, locais em que o agente não consegue ter acesso que podem ter locais aptos para a ocorrência do Aedes. Até aqui, em 2022, Passo Fundo teve duzentas notificações de casos suspeitos de dengue. Destas, 20 foram positivadas com os moradores sendo contaminados fora de Passo Fundo e outros 13 que contraíram a dengue na cidade. É um sinal de que tem o vírus da dengue circulando no município, por isso toda a atenção que a comunidade possa ter auxilia para que não haja uma epidemia de dengue agora no verão.
Para tanto, as recomendações incluem não manter água parada em hipótese alguma, seja em potinhos, pneus, caixa d’água, locais onde as fêmeas colocam os ovos e eliminar sempre que acumular água de chuvas. Com a situação de hoje, é possível que existam muitas larvas, que se transformam em mosquito adulto em uma semana e passam a ser vetores da doença