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Meio Ambiente

Embora a Pedreira da São José seja diferente do Paredão de Capitólio, riscos de queda são iminentes

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

No último sábado (08), um desabamento de pedras em um cânion no lago de Furnas, em Capitólio, Minas Gerais, deixou 10 mortos após atingir 4 embarcações que estavam na área. O local lembra muito a Pedreira do bairro São José, devido a sua estrutura rochosa. Na Pedreira, é proibida a entrada, mas muitas pessoas ignoram esse aviso e vão lá banhar-se e tirar fotos.

Em entrevista na Uirapuru, o comandante do 7º Batalhão de Bombeiros Militar Regional, Tenente Coronel Ricardo Mattei, explicou que, em um ambiente natural, o risco de queda é ainda maior quando o clima é chuvoso, como ocorreu em Minas Gerais. Conforme o comandante, a chuva provoca erosão muito maior dentro destes locais suscetíveis a risco de desmoronamento.

Trazendo para a realidade de Passo Fundo, Mattei explica que, apesar do paredão de Capitólio ter sido feito pela natureza e a Pedreira da São José pelo homem, os riscos de quedas de pedras e objetos em ambos são iminentes. De acordo com o bombeiro, essa possibilidade existe devido as condições que estes locais proporcionam.

Na Pedreira da São José, por exemplo, existem pontos onde as paredes de rocha tem aproximadamente 20 a 25 metros de altura, trazendo riscos. Além disso, Mattei também lembra que, apesar da Pedreira da São José ter sua beleza por conta do lago que se formou, vários são os riscos oriundos do local em si.

Ele lembra que essa é uma propriedade da Brigada Militar, então não é de acesso público e também não oferece segurança a quem acessa o local. Por se tratar de uma pedreira, existe os riscos de queda por parte do bordamento de toda a estrutura, que era utilizada para extração de rochas, mas também principalmente os riscos de afogamentos.

Conforme o bombeiro, existem pontos na pedreira que chegam a ultrapassar 50 metros de profundidade. Por isso, todo cuidado é pouco naquele local.