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Guerra

Embaixador em Kiev diz que brasileiros em área de conflito na Ucrânia serão evacuados

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

O embaixador do Brasil em Kiev, Norton Rapesta, disse nesta quinta-feira (24/02) à BBC News Brasil que os brasileiros que estão em regiões afetadas pelo conflito na Ucrânia serão evacuados.

O diplomata não deu detalhes sobre como essa evacuação seria feita. Os detalhes deverão ser divulgados nas próximas horas, segundo ele.

“Nós vamos evacuar os brasileiros. Jogadores de futebol. Todo mundo”, afirmou o embaixador por telefone.

A menção a jogadores de futebol foi em alusão a um grupo de brasileiros que jogam em times ucranianos que vieram a público pedir ajuda para deixar o país.

O embaixador afirmou que gravou um vídeo com os detalhes da operação de evacuação e que ele foi encaminhado ao Itamaraty. O órgão deverá, segundo ele, fazer a divulgação das orientações.

A Ucrânia está sob ataque militar russo desde a madrugada desta quinta-feira (24/02).

Ao longo do dia, a Embaixada do Brasil na Ucrânia distribuiu orientações a cidadãos brasileiros que vivem no país. As recomendações foram para que, os que puderem, deixem o país.

A embaixada também recomendou que os brasileiros que estiverem na região mais afetada pelos ataques tentem ir para Kiev e evitem locais próximos a instalações militares ou pontos de infraestrutura, como estações de energia ou internet.

Por volta das 11h, o Itamaraty divulgou uma nota sobre os ataques dizendo que o Brasil acompanha com “grave preocupação a deflagração de operações militares pela Federação Russa contra alvos no território da Ucrânia”.

A nota diz ainda que o Brasil “apela” para a suspensão das “hostilidades” e que sejam iniciadas negociações para uma solução diplomática.

“O Brasil apela à suspensão imediata das hostilidades e ao início de negociações conducentes a uma solução diplomática para a questão, com base nos Acordos de Minsk e que leve em conta os legítimos interesses de segurança de todas as partes envolvidas e a proteção da população civil”, diz o texto.

*BBC