Guerra na Europa está longe do fim e seguirá impactando a economia também do Brasil, avalia professora
Quando a Rússia invadiu a Ucrânia, pensava-se que eles levariam poucas semanas para vencer. No entanto, agora, meses depois, fala-se em colapso do Exército Russo e o presidente Vladimir Putin convocou 300 cidadãos da chamada reserva para combaterem. Com isso, parece que a guerra vai se arrastar ainda mais.
Falando sobre o assunto na Uirapuru, a docente da disciplina de Direito Internacional Privado da Universidade de Passo Fundo (UPF), Carla Della Bona, declarou que este é um tema que causa consequências para todo o planeta e nós, brasileiros, já sentimos isso no preço do combustível e outras commodities que afetam a cesta básica da população, por exemplo.
Carla afirma que hoje, mais de 6 meses após o início da guerra, os países envolvidos passaram por vários reveses. Inicialmente, pensava-se que a Ucrânia perderia a guerra em três dias, porém, com a ajuda de países europeus e Estados Unidos, conseguiram enfrentar muito bem as tropas russas. De acordo com ela, de dois meses para cá a Rússia tomou grande parte do leste da Ucrânia e, nos últimos 15 dias, a Ucrânia retomou grande parte do seu território invadido, o que fez com que o presidente russo fizesse um forte discurso na terça-feira (20), novamente usando a questão armamentista nuclear como forma de ameaça.
Segundo a professora, pelo cenário que foi montando-se, a Rússia usará seu poderio para ter novamente a planície da Ucrânia e a Ucrânia, por sua vez, não deixará barato, até porque é porta de entrada plana para a Europa.
Como a Europa e os Estados Unidos forneceram armamentos para a Ucrânia, resultando assim em viradas de jogos e segurando o ímpeto armamentista da Rússia, a tendência é que a guerra seja prolongada, o que é problemático. De acordo com Carla, como Putin não é uma pessoa sensata, é preciso ficar atento aos próximos passos dele e até mesmo à possibilidade de utilização de armas nucleares.
Ela também afirma que os líderes mundiais, principalmente o presidente dos EUA, Joe Biden, devem ter cuidado nos seus discursos e moderarem o tom para não precisarem entrar efetivamente na guerra, com homens e exércitos, não somente com valores e armamentos, que é o que vem acontecendo atualmente.
Segundo a professora, uma guerra prolongada seguirá causando impactos econômicos no Brasil, mas principalmente na Europa e Estados Unidos. Carla declara que não é possível prever quando a guerra acabará, mas acredita que quem vai pará-la serão os oligarcas russos ou o próprio Putin, quando conseguir o que quer, o que está longe de ocorrer.