Dia internacional das Florestas: desenvolvimento deve ser sustentável, avalia promotor
As florestas são essenciais para a manutenção da vida na Terra. Elas são responsáveis pela manutenção da maior parte das fontes de água doce do planeta, abrigam grande parte da biodiversidade, tanto da fauna quanto da flora; elas, em especial as matas ciliares (próximas aos rios), mantêm a integridade dos rios, protegem os solos de erosões, fornecem-nos melhor qualidade de vida, entre muitos outros aspectos. Em 1971, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) sugeriu a criação do “Dia Mundial da Floresta”. A comemoração da data foi estabelecida para o dia 21 de março, em virtude do início da Primavera no Hemisfério Norte, de onde partiu a ideia da criação da data. Desta forma, no dia 21 de março do ano seguinte foi comemorado, na Europa e em muitas outras regiões do mundo, o primeiro “Dia Mundial da Floresta” ou “Dia Internacional das Florestas”.
O assunto sempre foi amplamente debatido no programa Uirapuru Ecologia, apresentado aos sábados pelo jornalista Ivaldino Tasca. Na última edição o programa teve a participação do promotor Paulo Cirne, que atua diretamente no cumprimento da lei para com a preservação ambiental de Passo Fundo e região. O promotor explicou que o Direito Ambiental Brasileiro segue o princípio do desenvolvimento sustentável. Isso quer dizer que o crescimento, a produção e a geração de renda deve existir e é importante para toda a sociedade. Ao mesmo tempo é preciso ter cautela no crescimento sem destruir recursos naturais. Explicou que, há cem anos, as pessoas não pensavam que os recursos ambientais são finitos e isso trouxe direções erradas nas ações. Hoje todos já sabem desta importância.
O promotor Paulo Cirne avaliou que o crescimento foi muito rápido e sem planejamento em muitos setores, sem prever na continuidade. Como consequência, árvores foram derrubadas para dar lugar ao campo ao longo dos anos. Cirne finalizou dizendo que há um caso em Passo Fundo onde uma produtora diminuiu a área plantada para preservar banhados e o solo, mas a produtividade aumentou pelo solo ser trabalhado e potencializado, tornando-se mais fértil. Isso é possível e deve ser pensado, avaliou o promotor.