Dia do Mel: exportação é alternativa para apicultores devido ao baixo consumo do produto no Brasil
Hoje, 17 de março, é comemorado o Dia Nacional do Mel, um importante alimento produzido pelas abelhas. No entanto, nos últimos anos, têm surgido diversas notícias sobre enxames de abelhas morrendo por causas misteriosas, com suspeita de ação humana.
Falando sobre o assunto na Uirapuru, o produtor Alisson Paulineli da Rosa, que envia mel até mesmo para outros países, declarou que, a nível mundial, várias causas estão sendo cogitadas. As que ele conhece diretamente e que impactam mais são a questão dos agrotóxicos e agroquímicos usados nas culturas em geral. O problema em si talvez não seja o produto nem o produtor que faz a aplicação, mas, às vezes, a falta de conhecimento para fazer o processo e não saber que as abelhas possam estar em um ambiente desses e ser preservadas. Paulineli explicou que, para ser apicultor, é preciso saber o que está fazendo e procurar ter formação. O primeiro passo é entender o processo, como manejar abelhas e como trabalhar na apicultura. A escolha do local também é importante porque agrotóxicos mal manejados e produtos ilegais podem acabar prejudicando as abelhas.
O produtor contou que mora na região de Colorado e tem abelhas em 22 apiários a nível regional, em cidades como Carazinho, Não-Me-Toque e Ernestina. Ele procura propriedades que trabalham com técnicas respeitando as indicações agronômicas e, nesses locais, dificilmente ocorre a mortandade de abelhas. Já outros locais que não respeitam o que indicam os técnicos e aplicam o que dá na telha Paulineli conta que causam grandes problemas. Falando sobre o consumo de mel pelos brasileiros, ele contou que no país as pessoas ainda tem o costume de usar mel como remédio e não como alimento do dia a dia. Devido a esse baixo consumo, uma grande parte da produção é exportada e organizada em grupos que seguem questões sanitárias e mandam o mel para países como Alemanha e os Estados Unidos, por exemplo.
O produtor conta que o mel que fica no Brasil tem o mesmo padrão de qualidade do que é exportado, a única diferença é a quantidade direcionada para fora, que é maior do que a que fica. Conforme Paulineli, a apicultura brasileira produz muito mais do que o país absorve e tem capacidade para dobrar a produção, mas existem questões que desestimulam os apicultores, como a dificuldade de colocar o produto no mercado local.