Com aumento do lixo eletrônico, UPF pretende criar ponto de coleta no segundo semestre de 2018
Desde grandes máquinas a celulares, o lixo eletrônico está crescendo no país. Estima-se que nesse ano o Brasil tenha produzido 1,4 milhão de toneladas de resíduos, ficando em segundo lugar como o maior produtor de lixo eletrônico da América Latina.
O professor de Ciências e Computação da Universidade de Passo Fundo (UPF), Adriano Canabarro Teixeira, explica que isso se deve ao aumento da própria produção de equipamentos eletrônicos no Brasil e no mundo; a queda dos preços, o valor dos computadores, por exemplo, caiu cerca de 60% em dez anos; e o ímpeto consumista, no qual as pessoas querem cada vez mais ter acesso aos lançamentos.
O professor Teixeira disse que através da campanha Coleta Digital, realizada pela UPF todo o ano, se nota um grande volume de lixo eletrônico na cidade. Em dois dias de campanha são recolhidos uma média de 10 mil quilos de resíduos.
Ressaltou que algumas pessoas ainda guardam computadores, monitores e televisores pensando que um dia vão utilizá-los. São pessoas que desconhecem que isso gera um passivo ambiental enorme. Os eletrônicos possuem materiais pesados e quando descartados de forma incorreta podem contaminar o solo, a água e o ar. Por isso a recomendação é sempre destinar o resíduo eletrônico a uma empresa licenciada. Em Passo Fundo, a Recycle faz esse trabalho.
O depósito de aparelhos de informática e eletroeletrônicos em lixo comum é considerado crime ambiental. O professor contou que com o objetivo reduzir os impactos ambientais, a UPF pretende instalar um ponto de coleta de resíduos eletrônicos no segundo semestre de 2018. No local serão recebidos resíduos da Classe II, que são aqueles que não possuem exposição a elementos químicos. Serão aceitos: desktops, notebooks, impressoras, aparelhos celulares, televisor tubomonitor, televisor plasma/LCD/monitor, DVD/VHS, produtos de áudio.