Baratear energia gerada através do sol ainda é um desafio no Brasil
Se até alguns anos atrás usar energia solar era algo tido como futurista, a poluição e o preço da energia obtida de forma tradicional tem impulsionado cada vez mais pesquisas para aproveitar uma fonte bem mais limpa e econômica, o sol. Com as tarifas de energia elétrica subindo em níveis preocupantes e a compra cada vez maior de energia estrangeira, o sol é apontado como importante ferramenta complementar no abastecimento das residências. Este foi o tema do Uirapuru ecologia do ultimo sábado, quando Ivaldino Tasca entrevistou o Coordenador do curso de Engenharia Ambiental da UPF, Eduardo Korff.
O assunto foi amplamente debatido e a população pode tirar duvidas sobre esta forma que , no futuro, estará presente cada vez mais na vida de todos. Kporff explicou que o ideal é que um país tenha diferentes formas de produção de energia, dependendo de cada situação e demanda. A usina hidrelétrica é uma forma limpa, mas que depende muito do clima, do nível das água, o que pode causar problemas durante as estiagens. As usinas termoelétricas queimam carvão, oque produz muita poluição e tem altos custos. Para Koff a energia somente irá baratear quando tivermos as três formas á disposição.
O profissional lembra que os custos para a fabricação de equipamentos que extraiam a energia da luz solar ainda são altos e a saída é focar estudos no barateamento, para que no futuro todos possam ter suas casas com uma parte da energia vinda do sol. Este tipo de fonte colocaria o Brasil em uma vantagem muito grande, já que a intensidade do sol no país é muito maior do que na maioria dos demais.
Korff destacou ainda que o governo está usando medidas para reduzir os impostos deste tipo de equipamento, num esforço que poderá baratear ainda mais este tipo de equipamento em poucos anos.