Bancos estão demitindo mais do que contratando, avalia Sindicato
A mesma tecnologia que oferece aplicativos bancários também pede menos pessoas nos bancos. Bancos privados do país estão demitindo mais do que contratando, só em 2020 foram demitidos mais de 11 mil funcionários. A digitalização durante a pandemia motivou os cortes.
Passo Fundo vive a mesma realidade, conforme o diretor do Sindicato dos Bancários de Passo Fundo, Nelson Fazenda, as demissões ocorrem semanalmente. Falando na Uirapuru, o diretor relatou que as demissões preocupam o setor.
Fazendo contou que quando iniciou a pandemia, o Comando Nacional dos Bancários fez um acordo informal com banqueiros para que não houvessem demissões durasse a pandemia, no entanto, o acordo não foi cumprido e as demissões começaram acontecer em junho.
O sindicato não estima quantas demissões ocorrem em Passo Fundo.
Preocupação com o futuro da classe
A preocupação do sindicato é quanto a reposição dessas demissões. Fazenda contou que os bancos não estão contratando pessoas para substituir os demitidos, nesse sentido há mais demissões do que contratações.
O futuro dos bancários está a mercê da tecnologia, pois enquanto ela avança põe em perigo os postos de trabalho, ressalta.
Com as demissões quem perde é o cliente que vê no bancário uma referência de atendimento, finaliza Nelson Fazenda.
Ouça a entrevista com o diretor do Sindicato dos Bancários de Passo Fundo, Nelson Fazenda: