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Meio Ambiente

Aumento de catadores individuais pode estar impactando no trabalho dos cooperados da Recibela

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli

A Rádio Uirapuru recebeu reclamações de cooperados do Projeto Recibela, que atua no aterro sanitário em Victor Graeff. Segundo eles, a quantidade de lixo reciclável, como plástico, vidro, alumínio e papel, por exemplo vem diminuindo, consideravelmente. Para se ter ideia, há dois anos os cooperados recebiam, em média, R$ 2 mil por mês, este ano, no mês de julho, não passou de R$ 700 reais. Algumas pessoas já pensam em deixar a atividade. Os cooperados argumentam que aumentou o número de catadores nas ruas e as empresas passaram a fazer a própria reciclagem. Desta forma,  o lixo chamado de “seco” não chega mais ao aterro sanitário como antes.

O secretário municipal do Meio Ambiente, Rubens Astolfi, contou que recebe os relatórios da cooperativa todos os meses. Segundo ele, não foi identificada redução significativa na quantidade de material que chega até o aterro.

O secretário afirmou que, para ter certeza desses dados, é necessário realizar um estudo de composição gravimétrica. O último realizado foi no final do ano passado, que mostrou uma grande variedade de materiais recicláveis. Ainda segundo Astolfi, algumas empresas instalaram Ecopontos de coleta do lixo seco incentivando a separação e reciclagem. A retirada dos materiais dos Ecopontos é feita por outras cooperativas de reciclagem que também tem convênio com a prefeitura.

Astolfi acredita que os produtos mais valiosos, como latas de alumínio, papelão e plástico, são retirados das lixeiras antes da coleta, chegando ao aterro somente os materiais com valor menor de mercado.