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Meio Ambiente

Até o final do ano COOTRAEMPO vai se mudar para pavilhão da Donária

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Depois da COAMA e RECIBELA, foi a vez da Cooperativa Mista de Produção e Trabalho dos Empreendedores Populares da Santa Marta (COOTRAEMPO) receber o programa Uirapuru Ecologia. A atividade foi realizada nesse sábado (30).

 

A COOTRAEMPO possui 10 trabalhadores que, por mês, conseguem recolher e dar o destino correto a cerca de 22 toneladas de lixo. A cooperativa trabalha com materiais como garrafas PET, papelão, jornal e embalagens. Mas um dos seus diferenciais é o reaproveitamento do isopor, que é triturado e repassado a uma fábrica de estofados para o enchimento de almofadas e pufes.

 

A cooperativa possui um caminhão para a coleta em diversos pontos distribuídos na cidade. O secretário municipal do Meio Ambiente, Rubens Astolfi, contou que a prefeitura possui um convênio com a COOTRAEMPO e mais duas cooperativas, com repasse para o serviço de reciclagem. Informou que até o final do ano a cooperativa deve se mudar para um novo pavilhão, no bairro Donária. O atual é cedido pela Socrebe, que neste ano, pediu o espaço de volta.

 

 

Rubens lembrou que o município possui quatro cooperativas com um total de mais de 50 recicladores. Disse que a cada mês uma ou outra amplia o número de associados, sinal de que a reciclagem vem ascendendo e a comunidade colaborando. Mas ainda há muito o que se avançar, no último mês foram produzidos entorno de 4 mil toneladas de resíduos em Passo Fundo e reciclados somente cerca de 100 toneladas, uma média de 2% a 2,5% materiais recicláveis.

 

A presidente da COOTRAEMPO, Deonir Monteiro, contou que a cooperativa foi uma das primeiras fundadas em Passo Fundo. Destacou que precisa muito do apoio da comunidade na doação de materiais, porque eles dependem da reciclagem para sustentar as suas famílias. O telefone de contato é o 9 9645-3076.

 

O geólogo Luiz Paulo Fragomeni ressaltou que Passo Fundo precisa sair do cerca de 2% de materiais recicláveis. Outras populações já estão trabalhando com 30% e 40%. Destacou que para aumentar esse número é necessário mostrar às pessoas que é importante e que faz diferença separar o lixo. Os trabalhadores que hoje vivem da reciclagem teriam maior rendimento e renda se tivessem esse apoio da população.