Após tratada, água que chega às casas é totalmente segura e livre de agrotóxicos, esclarece Corsan
Recentemente uma pesquisa apontou que uma em cada quatro cidades brasileiras tiveram amostras de água potável com agrotóxicos, colocando a população em alerta.
Para esclarecer sobre a qualidade da água distribuída nas torneiras em Passo Fundo, o Programa Uirapuru Ecologia de sábado (18) convidou superintendente regional da Corsan, Aldomir Santi. No debate também esteve presente o vereador Luiz Miguel Scheis (PDT).
Dados do Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano – Sisagua, do governo Federal, revelaram que em Passo Fundo, de 2014 a 2017 foram encontrados 16 tipos diferentes de agrotóxicos em amostras feitas junto a mananciais. Destes, oito considerados causadores de câncer ou má formação congênita e distúrbios endócrinos.
Santi explicou que, pela lei federal, todas as empresas que fornecem água são obrigadas a fazer o controle de 27 agrotóxicos, e em nível estadual de mais 46 produtos. Portanto, a cada seis meses a Corsan testa a presença de 73 produtos. As coletas levam em consideração a época de plantio onde há maior incidência de aplicação dos agrotóxicos. Santi afirmou que em toda a história da Corsan, com 53 anos de fundação, nunca teve um registro de agrotóxico na água tratada. Depois que ela passa pelo tratamento é potável e é segura para os consumidores.
O vereador Luiz Miguel Scheis (PDT) disse que o tema é importante porque a população precisa ser tranquilizada de que está consumindo água em sua residência sem contaminações. Mas ressaltou que é preciso avaliar a situação dos poços artesianos onde a população pega água, essa é uma preocupação dos legisladores. Hoje se sabe que a Universidade de Passo Fundo faz o controle do seu poço, mas nos demais espalhados pela cidade não há informações de teste de agrotóxicos e outros produtos.