Ambientalista não descarta que mortes de peixes no Capingui sejam causadas por fatores naturais
Ontem (18) uma ouvinte que vive há 15 anos em um condomínio próximo a Barragem do Capingui enviou para a Rádio Uirapuru vídeos e fotos com cenas que entristecem. Segundo a ouvinte, a água no local baixou e peixes não tem mais como sobreviver. Eles ficam se debatendo e o cheiro no local está horrível, de tantos que estão mortos na beira da barragem.
Ela destacou que esse problema atinge o local há muito tempo e nada foi feito. Faz mais de 25 dias que a situação se agravo e a Secretaria de Saúde chegou a tirar uma amostra do local, mas moradores ainda aguardam uma solução. A maioria das mortes são de lambaris e tilápias.
Na última semana, a Uirapuru conversou com o promotor Paulo Cirne. Ele destacou que o Ministério Público acompanha a situação da mortandade de peixes na Barragem do Capingui e deve solicitar uma nova vistoria com urgência à FEPAM.
O objetivo é verificar se há algo errado na operação da barragem por parte da Companhia Estadual de Energia Elétrica – CEEE, pois já havia sido estabelecido alguns delimitadores, justamente para que este problema não ocorresse mais. outras questões também serão analisados como a ausência de chuvas regulares ou a conjugação de fatores. Cirne lembrou que desde 1930 não temos uma crise hídrica desta magnitude no país.
Conforme o presidente do Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas (GESP), Paulo Cornélio, assim que o Grupo recebeu as informações sobre as mortes dos peixes, eles acionaram os órgãos competentes. Cornélio destaca que o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) tem corresponsabilidade com a situação da barragem, pois ela fica na Floresta Nacional de Passo Fundo. O órgão foi acionado para coletar informações e ver o que pode ser feito para acabar com a mortandade.
O ambientalista não descarta a possibilidade das mortes ser causadas por fatores naturais. Tivemos uma alteração de temperatura muito grande recentemente o que pode alterar a quantidade de oxigênio dentro da água, causando as mortes. O Grupo aguarda o resultado das análises de amostras retiradas da água para verificar a existência de algo químico na barragem ou não.