Caso Neymar: delegada alerta que divulgação de fotos íntimas, mesmo que em defesa, também é crime
Em entrevista nesta semana, Najila Trindade Mendes de Souza, mulher que acusa o jogador Neymar de estupro, disse que sua intenção ao viajar para Paris era ter relações sexuais com Neymar e confirmou que passagem e hospedagem foram pagas por ele. A mulher disse que quando chegou lá, Neymar mudou, ficando violento e teria forçado relações sexuais com ela sem o seu consentimento, pois ela não queria fazer sexo sem o uso de preservativo. O episódio fez com que o jogador divulgasse as conversas que teve com a jovem, bem como algumas imagens, sugerindo que estava tudo normal entre os dois após a saída dela de seu apartamento.
Em entrevista na Uirapuru, a delegada que responde interinamente pela Delegacia da Mulher, Daniela de Oliveira Minetto, explicou que o depoimento de uma mulher é sempre o primeiro passo para uma investigação em casos de abusos e estupros. Somente a acusação não é suficiente para condenar, mas a palavra da mulher tem um grande peso. Explicou que ninguém é obrigado a ter relações sexuais e algo que remete a isso é um estupro, um grave deito passível de punição. Alertou que divulgar imagens ou gravar relações sexuais sem consentimento da outra pessoa é também um crime e Neymar, ao divulgar fotos do caso, sem querer também cometeu um delito.
A delegada destacou porém que se ficar comprovado que a mulher agiu de má-fé ela responderá por calúnia.