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Justiça

Caso Bernardo: advogado da família acredita que investigação sobre a morte de Odilaine terá reviravolta

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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A Justiça do Rio Grande do Sul autorizou a reabertura do inquérito que investigou as circunstâncias da morte de Odilaine Uglione, mãe do menino Bernardo Boldrini. Ela morreu com um tiro na cabeça em 2010, e as investigações, na época, concluíram que ela teria cometido suicídio.

 

No entanto a família nunca se convenceu dessa versão e desde então vem tentando reabrir o caso. Marlon Taborda, advogado contratado pela mãe de Odilaine, foi incisivo em sua entrevista na Uirapuru e afirmou que muita coisa poderá mudar.

 

Conforme Taborda, a Justiça aceitou reabrir o caso porque durante as investigações, sobre a morte do menino, dúvidas foram surgindo também com relação à morte da mãe. Ele foi incisivo e afirmou que a delegada, na época, foi induzida ao erro, pois recebeu denúncias tendenciosas que levaram as investigações para um caminho diferente.

 

Através de novas quebras de sigilo ficou constatado que uma mulher fez acusações anônimas sobre a morte de Odilaine, ficando claro hoje, diante do caso da morte de Bernardo, que os interesses de Graciele Ugulini, na época amante do pai do menino, poderiam estar envolvidos.

 

Uma nova equipe de investigações da polícia vai começar o caso, praticamente, do zero utilizando provas já concretas, mas refazendo todos os caminhos da investigação.

 

O advogado lembrou que um forte indício de que Odilaine foi assassinada é o laudo pericial particular. O documento aponta incoerências na tese de suicídio, como pólvora residual na mão esquerda, característica de uma pessoa tentando se defender.

 

Outro ponto importante foi o resultado, negativo, para a carta supostamente escrita pela vítima, a qual teve como autora apontada a secretária do pai do menino.