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Justiça

Caso Bernardo: Evandro nega ter cavado o buraco em que o menino foi enterrado

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Iniciou às 9h30min, mais um capítulo para apuração do Caso Bernardo. O Fórum de Três Passos é local onde os quatro réus acusados pelo assassinato de Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos, em crime cometido em abril do ano passado, serão ouvidos, em interrogatório que ganhará as atenções de todo o país.

 

A Rádio Uirapuru está acompanhando a audiência, com a participação do repórter Vinicius Araújo. 

 

Os réus chegaram ao Fórum e, no local, há uma mobilização de mais de 70 pessoas que carregam faixas, cartazes e apitos. O juiz Marcos Agostini, conduz a oitiva. Leandro Boldrini, pai de Bernando foi o primeiro acusado a ser ouvido. Os advogados de defesa solicitaram que fosse preservada a imagem dos réus, pedido que foi negado pelo Juiz. O advogado de Leandro pediu ainda o resultado da perícia do IGP em relação a assinatura do receituário do medicamento que teria matado o menino Bernardo, com a manifestação confirmando ou não a assinatura de seu cliente. O Juiz também negou essa solicitação.

 

O juiz Marcos Agostini, conduz a oitiva. Participam da sessão, a promotora Silvia Jappe e o advogado da família Uglione, assistente de acusação, Marlon Taborda; além dos defensores de Leandro Boldrini, os advogados Ezequiel Vetoretti e Rodrigo Grecellé Vares; o advogado Vanderlei Pompeo de Mattos, que faz a defesa de Graciele Ugulini; o defensor de Edelvânia Wirganovicz, o advogado Demétryus Grapiglia; e o responsável pela defesa de Evandro Wirganovicz, advogado Hélio Sauer.

 

Durante as 3h10 de interrogatório, Leando Boldrini negou repetidas vezes o envolvimento na morte do filho. Falando sobre como está sua situação atual o médico disse: “Estou com a vida destruída. Perdi meu filho. Cadê o Bernardo? Minha vida está destruída, cadê meu filho?”, “O senhor está lutando por uma causa perdida. Sou inocente. Amo o meu filho, vou amar o meu filho para sempre”.

 

Nas alegações finais Boldrini disparou mais uma vez: “Eu sou inocente. A minha inocência é cristalina. Fui preso injustamente. Estou aqui para buscar a verdade e vou falar todas as vezes necessárias. Estou há mais de um ano sobrevivendo. A mídia me massacrando. A justiça tem que ser, como diz seu próprio nome, justa”.

 

A madrasta de Bernardo, Graciele Ugolini não respondeu nenhuma pergunta. Não conseguiu responder o nome, nem idade, se é solteira ou casada, nem a profissão, não teve nenhuma reação.  Usa do direito de permanecer calada, também não quis acompanhar os interrogatórios dos demais réus.

 

A amiga de Graciele, a assistente social Edelvânia  Wirganovicz que é acusada de ajudar Graciele a matar o menino Bernardo,  declarou que foi obrigada a vir, que está em tratamento e só irá falar no Júri.  

 

O último acusado a depor foi o irmão de Edelvânia, Evandro Wirganovicz. Ele respondeu as perguntas, chorando muito durante o depoimento. Negou ter cavado o buraco em que Bernardo foi enterrado e falou que foi ao local para pescar. “Eu boto minha cabeça no travesseiro e durmo. Tenho a consciência tranquila”, afirmou.