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Justiça

Caso Bernardo: envolvidos negam participação direta e pai aponta madrasta como culpada

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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A Rádio Uirapuru, acompanhou ao vivo do Fórum de Três Passos, com o correspondente Vinícius Araújo, a primeira audiência com os envolvidos na morte do menino Bernardo, há cerca de um ano. Os envolvidos, como quando foram presos, continuaram a alegar inocência.

 

O médico Leandro Boldrini foi o primeiro a ser interrogado pelo juiz de direito, Marcos Luís Agostini e ouviu, atentamente, toda a denúncia contra ele. Boldrini afirmou que não teve qualquer participação e apontou a madrasta do menino como responsável. Disse também, que Graciele Ugulini chegou ao ponto falar que Bernardo estava em casa, quando na verdade já estava morto. Leandro Boldrini revelou que Graciele disse que Bernardo no dia do crime dormiria em um amigo.

 

A promotora Silvia Jappe iniciou arguindo como Leandro Boldrini se definia como pai de Bernardo. Ele afirmou: “Teve momentos que eu não fui um bom pai”. Admitindo à promotora que Bernardo sofria de problemas afetivos, mas que nunca quis passar a guarda do filho para ninguém. Negando que o menino era proibido de entrar em casa, ou  que agredia o filho e afirmou que o vídeo com o menino segurando uma faca foi feito temendo uma acusação futura.

 

Questionado sobre a culpa de Edelvânia Wirganovicz, Boldrini afirmou que ela e a madrasta do menino são culpadas. O depoimento de Boldrini encerrou com ele reafirmando: “eu sou inocente. A minha inocência é cristalina”.

 

Graciele e Edelvânia optaram por ficar em silêncio e não responderam as perguntas feitas. O quarto a ser ouvido, foi Evandro Wirganovicz, que negou ter cavado buraco onde Bernardo foi enterrado e afirmou que na data estava pescando.

 

A audiência foi encerrada no final da tarde. Após os interrogatórios, é aberto prazo de cindo dias para que acusação e defesa entreguem por escrito suas argumentações sobre a culpa ou inocência dos réus.