Mãe tem o direito de não querer criar o filho, mas não pode escolher quem vai adotar
O caso da bebê do Zacchia que foi entregue pela mãe aos padrinhos e que na última sexta-feira foi levada para uma casa de acolhimento, levantou uma série de dúvidas em relação à adoção. De acordo com a presidente do Adotchê, Daniela Lange Rossetto, o processo legal de adoção é um pouco complexo. Ela explica que as pessoas interessadas em adotar crianças devem ir até o fórum, realizar um cadastro e, posteriormente, agendar uma entrevista com assistente social e psicóloga.
Também é necessário participar de um curso preparatório para então integrar a lista nacional de adoção. A Adotchê é um Grupo de Apoio à Adoção da cidade de Passo Fundo. Dele participam aqueles que já adotaram crianças e aqueles que aguardam pelo seu filho ou filha. O grupo se reúne mensalmente e discute os mais diversos assuntos relacionados à adoção. Daniela esclarece que as pessoas podem estabelecer critérios, mas não podem escolher a criança a ser adotada.
A presidente do Adotchê frisa que não querer criar um filho é direto de qualquer mãe e para isso ela deve se manifestar antes do nascimento ou até mesmo no hospital. O que uma mãe não pode fazer é abandonar a criança ou escolher a família que ficará com ela. Daniela contou que assim foi com ela. A menina, que hoje tem mais de três anos, saiu direto do hospital e foi para sua casa, sem precisar passar por uma casa de acolhimento.