Para especialista, acesso a conversas na internet poderia solucionar mais crimes
Policiais federais prenderam na terça-feira (1) em São Paulo o vice-presidente do Facebook na América Latina, Diego Jorge Dzodan. A ação foi tomada a pedido da Justiça de Sergipe após a rede social descumprir decisão judicial de compartilhar informações trocadas no WhatsApp por suspeitos de tráfico de droga.
O Facebook é dono do WhatsApp desde o começo de 2014, mesmo ano em que o Marco Civil da Internet foi sancionado pela presidente Dilma Rousseff. A legislação prevê que a operação das empresas que atuam na web deve ser mais transparente, e com isso a proteção dos dados pessoais e a privacidade dos usuários são garantias pela nova Lei.
O especialista em Marketing Digital Alexandre Mattos, explica que isso acontece devido a empresa ter a mantedora fora do país, e com isso, se vale do recurso para não entregarem o sigilo das conversas. A grande defesa do Facebook e Whastapp, é a liberdade de expressão, pois de acordo com a empresa, as informações trocadas pela rede, são muito valiosas para serem divulgadas, salienta Mattos.
Segundo ele, legalmente, todas as transmissões podem ser requisitadas por via jurídica, porém para ser aprovado, o processo precisa passar por um juiz, e a partir dai os dados serem liberados.
Alexandre Mattos ainda destaca que se as autoridades tivessem mais acesso às mensagens intermediadas pela web, muitos crimes poderiam ser resolvidos, mas, ao mesmo tempo, fica a pergunta sobre o que aconteceria com a privacidade da população.