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Justiça

Advogado explica que foro privilegiado dá mais tempo e possíveis privilégios a réus

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso defendeu a punição para os crimes de colarinho-branco e o fim do foro privilegiado. O magistrado também relembrou que o processo do mensalão durou um ano e meio e ocupou mais de 60 sessões da Corte.

 

Conforme Barroso, o prazo médio de recebimento de uma denúncia pelo Supremo é de 617 dias. Hoje são 369 inquéritos e 102 ações penais contra parlamentares. Após revelar os números, o ministro defendeu a criação de uma vara especial em Brasília para julgar políticos com foro. Ela teria à frente um juiz escolhido pelo STF para centralizar as ações penais, com atuação mediante um mandato de dois anos e o apoio de auxiliares.

 

O advogado Dárcio Vieira Marques, explicou que o Foro privilegiado oferece vantagens aos envolvidos em irregularidades. Explicou que algumas autoridades maiores precisam de um julgamento em local privilegiado, como por exemplo um presidente da república. Um juiz de direito não pode julgar um presidente, porque está abaixo dele.

 

Como o supremo tribunal está com processos em julgamento de forma extremamente lenta, por ter apenas 11 ministros, a grande preferência dos políticos é um foro privilegiado, ganhando assim mais tempo.Os ministros que julgam cada caso também foram nomeados pelo presidente, o que faz pensar que possa haver algum tipo de privilégio.