Para advogado criminalista, sistema prisional brasileiro não ressocializa
Após o assassinato do taxista Vanderson de Almeida que movimentou Passo Fundo, a população voltou a questionar sobre a progressão de pena e o regime semiaberto. O suspeito de cometer o crime recebeu o benefício do semiaberto, onde matou o taxista.
Conforme o advogado criminalista Osmar Teixeira, a lei de execução penal prevê os benefícios dados gradativamente ao presidiário, além de sugerir que o sistema prisional ressocialize o detento. Osmar Teixeira afirma, porém, que a estrutura dos presídios atualmente não oferecem condições para que esse indivíduo seja ressocializado.
Teixeira ressalta que muitas vezes o preso ao voltar para a sociedade retorna muito mais agressivo e ligado ao crime do que quando entrou na cadeia. Ele destaca que todas as determinações sobre a lei são do poder legislativo.
O criminalista disse que o novo ministro da Justiça estuda a possibilidade de realizar uma reforma na lei, que usaria como critério para benefícios o tipo de crime cometido. Para o advogado, a tornozeleira eletrônica seria uma solução, mas precisa de fiscalização para que seja eficiente.
Ele defende que uma avaliação psicológica deve ser feita com o indivíduo para que ele possa voltar a conviver em sociedade. Teixeira ressalta ainda a preocupação de todos os órgãos de justiça e segurança com a proteção da sociedade.