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Justiça

Réu pela morte de Endriel Borges diz que bebeu, mas afirma que estava em condições de dirigir

Públicado em Por RD Uirapuru / Leandro Vesoloski

O réu Patrick Silva Mendes foi interrogado no início da tarde desta sexta-feira (6) no Tribunal do Júri da Comarca de Passo Fundo, no julgamento que apura o acidente que resultou na morte do menino Endriel de Camargo Borges, de 5 anos.

O interrogatório começou por volta das 13h50 e durou cerca de 20 minutos. Durante o depoimento, Patrick confirmou que era o motorista do Fiat Uno no momento do acidente.

Ele também admitiu que ingeriu bebida alcoólica antes de dirigir, mas afirmou que teria sido “um ou dois copos” e declarou que se sentia em condições de conduzir o veículo.

O réu optou por responder apenas às perguntas formuladas por sua defesa e às perguntas feitas pelos jurados, apresentadas por escrito.

Durante o depoimento, Patrick negou que tenha dito que outra pessoa estava dirigindo o carro após o acidente. Ele também afirmou que ajudou no socorro das vítimas e que não sabia da gravidade do estado de saúde da criança naquele momento.

Em um momento do interrogatório, o acusado pediu desculpas e perdão à família da vítima, afirmando que não tinha intenção de tirar a vida de ninguém.

“Não sou esse monstro que estão dizendo”, declarou.

Perguntas dos jurados

O réu respondeu três perguntas formuladas pelos jurados. Em uma delas, afirmou que costumava dirigir com frequência, apesar de não possuir carteira de habilitação.

Segundo ele, estava em processo para obter a CNH, mas precisou interromper as aulas por dificuldades financeiras.

Patrick também declarou que não passava com frequência pelo cruzamento onde ocorreu o acidente, no bairro Vila Luiza.

Postagem nas redes sociais

Questionado sobre uma publicação nas redes sociais que consta nos autos do processo, em que aparece uma mensagem dizendo que “derrubaria todos os X9 se fosse preso”, o réu afirmou não se lembrar da postagem.

O termo “X9” é usado popularmente para se referir a pessoas que denunciam ou delatam crimes.

Medo após o acidente

Durante o interrogatório, Patrick também afirmou que não se apresentou imediatamente como motorista porque teria sido ameaçado com um facão no local do acidente. Segundo ele, havia receio de ser linchado por pessoas que estavam nas proximidades.

Após o interrogatório do réu, o julgamento segue no Tribunal do Júri, com o início do debate entre defesa e acusação.